quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

O DUPLO


A Costura dos botões
Numa tempestade próxima.
Begônias nas janelas espaciais...
na outra parte uma paralisia suicida 
ou a praga em glândulas desprezíveis.
A repugnância do amargo gosto da vida,
Nunca decidiu entre suas psicoses 
variáveis, nem as suas asmas crônicas.
Suas neuroses nutria o horror e as ruínas.
Vestiu-se de raízes
para velar nos excrementos.

Hans Muller

domingo, 30 de novembro de 2014

Outro dia

Palavras prisioneiras
engarrafadas de dogmas,
preconceitos, de porquês desestruturantes... 
Mais um gole de estupidez...
pois as páginas abertas fecham 
e não seguram verdades sobre aquilo que não sei...

Hans Muller

domingo, 23 de novembro de 2014

Fórmula


Fora do eixo
a ordem desmoronada
o delírio do corpo
descortinado.

O navio recém chegado
em zonas impenetráveis
numa aniquilação dos desejos.
Mas, as curvas seguem
com experiências intensas
num fenômeno individual.


Hans Muller

Batalha

Manifestações subsistentes
uma recepção silenciosa... 
para abordar 
corpos em batalha.
Espalhar gravuras 

de insetos elevados.
Sem código de execução 
apenas lavrar no tempo
inarrável.


Hans Muller

Forças

Sentidos Satíricos
e ou
outras pedras emolduradas.
Personagens camuflados 
nos impulsos em fluxo.

Uma persistência de desejos
levados ao túmulo.


Hans Muller

Configurações


Nesse formigueiro humanoide 
a extração meramente aparente
no amargor de vontades 
prematuras, contraditórias.
Vias irresistíveis.

Ao estágio de elevamento:
ao movimento de pânico...
autocorrosiva.


Hans Muller

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

A Laleira

O menino em suas sombras
catucando saberes do vento
de sabores múltiplos
alguns enganosos e supérfluos.
Outros, de possíveis caminhos,
instrumentos para um saber seguro.

Cuidado com as armadilhas!

A vida em seus labirintos
mas, podemos ter certeza da dúvida
e posso arremessar dos vazios intermináveis.

A arte de escalar a partir do simples para o complexo
Para alimentar a ordem das coisas
e possíveis medidas
processar as formas
eliminar o corruptível
movimentar os primeiros princípios
por intuições claras e distintas.
Já as coisas corpóreas
não nos dá segurança de conhecimento
e com  faculdade do entendimento
sacudiremos
o principio da duvida para saber.

Ei, Ei.
Chuva de fósforos
fagulhas de fogo
tropeçou numa pedra
e os dedos sangrentos

Volta...  processa o medo.

Qual o caminho seguro?

Frutas e consoantes,

Dois irmãos resmungavam o saber das coisas, tinham pouca idade
mas nadavam em rios irresistíveis,

EI, ei

Pula...esmaga a agonia.

Engasga no desengano

Os irmão de sangue
socorreu as ideias

não, não

fechou as cortinas
jogou papeis rabiscados

não, não

viram o fogo "morrer".

Numa desventura da mente e do espirito


Hans Muller



   

A palavra voa


Disritmia. Versos agudos
Gambi...
Celebração ao topo.
Em momento maiores... sem cores
singularidade sobre o não-ser.

sábado, 8 de novembro de 2014

Outubro

Nossa travessia
um convite para além dos sentidos.
Um desvelo revirado,
no avelã.
dos sinos em solo de guerra.
Giros em ritos.
No entusiasmo das forças
de existências
transbordadas.

Hans Muller

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Vamos

Os olhos do gato - Moebius e Jodorowsky

Labirinto 
Noite de sensibilidade 
pernas-de-pau dançantes 
no final ele nem sabia o que era
conhecimento.
Sacudiu a cabeça.
Foi-se para lugares desconhecidos.

 Hans Muller

Nada de Truques


Vida e Morte paralelas
Devoradores do suspiro agoniante.
Não a ironia a companhia dos loucos
Para arrebentar dúvidas do indefinido. 
Cavar além do abismo
Evaporar para a larva interior
E alimenta-se de porções do VAZIO.


Hans Muller

Sala sem cor

Marcas do Pânico
movimentos irreconhecíveis
em absurdos nulos
no susto alucinante.
Os transtornos da miragem,
um papel rabiscado
mesa, lápis...
e o panorama do absurdo.

Hans Muller

Prego na Parede

Mais de mil Diabos me levem...
pois meu trem passou as 4:00
E meus órgãos já estão perturbados.

Hans Muller

Fratura

É um pouco assustador,
Embrulhado nesse tempo-espaço.

Hans Muller

Veja




Além das muralhas
Nos bordados do princípio
Uns galhos 
Sacudiam as vestes
Na porta poética.
Celebrou 
Abriu as cortinas lilás
Para povoar os elementos
Imperceptíveis.

Hans Muller



Bacantes

As Bacantes - UESC


Delírios de uma Grandeza

Agraciantes
[únicos
num recanto de prazeres.
Subversivos de uma nova- velha poesia.
Nesse Devir de primaveras.

                                                   Hans Muller

Era outra vez...


Refazer

nessa ilha desconhecida
esses monstros 
des-conectar 
As raras luzes oxidantes 
multifocais
Suspensão 
colisão da máquina corporal
depois não acordar 
em tempo
nenhum.


                                              Hans Muller

Gambi e Eu



Era uma tarde tranquila
um vento suave pela janela
o sonho corria
como um rio no seu devir.

Hans Muller

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Observadora não-vida

                 Moebius

Promessas programadas
Em um mapa entre textos
Uma barbárie e seus anseios
das realidades em pouco de extensão
vulneráveis ao caráter destruidor.
Levados a espaços...
descompasso 
Um trampolim perverso
no olho esquerdo.
Por enquanto,
não atravesso a velocidade
da luz.

Hans Muller

sábado, 21 de junho de 2014

Perecível

Os olhos do gato -  Moebius e Jodorowsky
Existia uma enorme torre. 
...
Por que? 
Avante.
Um pouco de pulso.
Atrofiados em um corpo 
desmemoriado.
Um fino fio
Cômico
Sem retorno.

Hans Muller

sábado, 31 de maio de 2014

Ferramentas de-composição



 Nessa distração de marionetes 
Um alvoroço entre o fato e a foice.
Na batalha dos discursos 
essa raiz das profundezas
Carnaval de ilusões 
numa solidão possível.
 Sim,  a peleja e alguma destruição.

Hans Muller